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Na Cocamar, 80% dos volumes de insumos já foram antecipados

A 90 dias do início da semeadura da safra de soja 2022/23 na região, 80% dos volumes de insumos da Cocamar já foram antecipados, dos quais 1/3 se encontram nos armazéns da cooperativa.

Necessária – A realização de compras por parte dos produtores, com grande antecedência, segundo o vice-presidente da Cocamar, José Cícero Aderaldo, se tornou especialmente necessária nos últimos dois anos, devido aos problemas logísticos e as paralisações causadas pela pandemia. Mas, em 2022, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, a situação se tornou ainda mais complexa.

Garantir – De acordo com Aderaldo, o produtor se antecipou com o objetivo de garantir o fornecimento. “Tudo pode acontecer, claro, mas as companhias fornecedoras, nossas parceiras há muitos anos, não nos teriam vendido se não tivessem a perspectiva de fazer a entrega”, observa.

Menos riscos – Ele explica que a preocupação em antecipar os negócios – que vêm sendo feitos desde o mês de dezembro/2021 – é para minimizar riscos no momento em que o agricultor precisar dos insumos, mas deixa claro: “Naturalmente, se alguns retardatários deixarem para comprar mais para a frente, pode ser que tenhamos dificuldades em atendê-los”.

Agilizar – “Não é recomendável deixar para mais tarde”, afirma Aderaldo, ao explicar que os produtos demoram para ser trazidos do exterior e hoje, com a perspectiva de aumento de área no Brasil, está sendo preciso importar um volume adicional de fertilizantes em comparação ao que foi adquirido no ano passado. “Com todas as dificuldades que está havendo para a importação, pode ser um mau negócio deixar para decidir na última hora”, justifica.

Custos altos – Outro motivo para que não se perca tempo está relacionado aos preços dos insumos, que continuam subindo. O dirigente exemplifica: na campanha de vendas promovida pela Cocamar em fevereiro do ano passado, uma determinada fórmula de adubo foi vendida a R$ 2,5 mil a tonelada e, em dezembro, já era cotada a R$ 4,9 mil, 95% a mais. Atualmente, o produtor não consegue comprar o mesmo fertilizante por menos de R$ 6 mil, um salto de 150%.

Relação de trocas – “De qualquer forma, os produtores, de uma forma geral, vão enfrentar um aumento de custo real, a relação de troca [sacas de soja x custos dos insumos] ficou menos favorável neste ano que em 2021. Vai ser menor a rentabilidade”, cita.

Resultado positivo – Mesmo assim, pela análise de Aderaldo, a relação de troca ainda é compensável para o agricultor. Considerando os preços atuais dos insumos, ele ainda vai ter um resultado positivo.   

Sem trava – Ocorre, entretanto, que a grande maioria dos cooperados tem adquirido os produtos sem fazer o travamento dos custos na forma de contratos de soja para entrega futura. “Como o mercado oscila, dependendo do que acontecer no mercado ao longo de 2022 e início de 2023, poderemos ter um outro preço da soja lá na frente”, adverte.  

Motivo – O pouco interesse dos produtores pelo contrato futuro decorre do fato de que, nos últimos dois anos, muitos deles deixaram de aproveitar as fortes altas da cotação da oleaginosa, que saíram de 80 reais a saca para mais de 150 e não havia o impacto que se observa hoje nos preços dos insumos.  

Atenção – “Quando o agricultor não trava custos, está assumindo o risco de ver a soja baixar de preço e, com isso, ter um custo de produção maior”, explica Aderaldo, que fala também sobre o que poderá acontecer com o mercado do grão nos próximos meses.  

Expectativas – Pelo atual cenário, os principais fatores que devem direcionar o preço da soja são o tamanho da safra nos EUA (em fase final de semeadura), país que aumentou a área em 1,5 milhão de hectares, e na América do Sul, onde também há uma estimativa de incremento. “Dependendo, podemos ter um outro tipo de preço lá na frente. Se a safra for abundante nessas duas regiões, a tendência é que os preços caiam um pouco; mas, se houver algum problema de produção, como adversidades climáticas, as cotações podem subir ainda mais”, finaliza.    

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