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Região de Paranacity abre caminho para a soja

Próxima à divisa com o oeste paulista, no noroeste do Paraná, a região de Paranacity está no caminho de quem segue para o vizinho estado pela PR-463, no trecho entre Nova Esperança e Santo Inácio. Esse foi o destino na sexta-feira (22) do Rally Cocamar de Produtividade.

Uma vitrine – Os solos arenosos apresentam baixos teores de argila e as temperaturas se mantêm elevadas durante a maior parte do ano, o que cria um ambiente hostil às culturas de grãos. Contudo, o avanço tecnológico e a presença da Cocamar vêm fazendo desse lugar uma vitrine de oportunidades para produtores interessados em crescer.

Soja e milho – “A região vai se transformar em um novo celeiro de produção de grãos, é só uma questão de tempo”, comenta Lucas Facini Marchi, gerente das unidades da cooperativa em Paranacity e Paranapoema. Já são 13 mil hectares ocupados pela soja no verão e parte destinada ao milho, no inverno. Segundo ele, a tendência é que os números continuem crescendo nas próximas safras, impulsionados por produtores com perfil tecnificado e capacidade operacional, que não abrem mão de seguro. A soja está entrando também em programa de reforma de solos degradados, como áreas antes ocupadas pela cultura da mandioca.

Futuro promissor – A cada ano, graças a um consistente trabalho da Cocamar, que incentiva a expansão da oleaginosa a partir do emprego de tecnologias adequadas e práticas conservacionistas, o avanço vem acontecendo e já não há dúvida quanto ao futuro promissor do lugar, onde as terras são relativamente baratas e não há, ainda, a pressão dos arrendatários como se vê em outras partes do estado, caso de Maringá, distante apenas 75 quilômetros de Paranacity.

Recordes – “A Cocamar sempre acreditou no potencial da região”, observa Lucas, explicando que de 2015 para cá a expansão das culturas de grãos tem se intensificado. Com isso, as unidades de Paranacity e Paranapoema vêm batendo sucessivos recordes de recebimento de grãos, ao mesmo tempo em que as vendas de insumos disparam.

Cobertura – Para quem se habilita a cultivar o solo arenoso, um requisito básico é a cobertura para proteção da superfície e a recomposição de matéria orgânica, feita com palhada de braquiária semeada no outono/inverno. Além de reter umidade e oferecer condições mais favoráveis para o desenvolvimento das plantas, a palha serve de anteparo, evitando que o solo fique muito aquecido. Sem falar que a braquiária possui raízes agressivas, capazes de romper a camada de compactação, o que, entre outros benefícios, facilita a infiltração de água.

Altas médias – No último ciclo de verão (2020/21) a média da produção de soja ficou em 130 sacas por alqueire (53,7/hectare), mas alguns produtores, já com tradição na cultura, têm ido muito além e até despontado entre os vencedores de concursos de produtividade, em que concorrem com colegas da terra roxa.

Números – É o caso do cooperado César Vellini, que na última safra repetiu a boa performance que tem feito dele um campeão recorrente na categoria Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Prêmio de Super Produtividade de Soja promovido pela Cocamar. Vellini alcançou 180 sacas de média geral (74,3/hectare). Por sua vez, Danilo Trujilo, membro da família Della Torre, registrou acima de 200 sacas/alqueire (82,6/hectare) na área do concurso e 160 (66/hectare) de média geral no Prêmio Colher Mais 2021 organizado pela empresa Timac em parceria com a Cocamar.

Indiscutível – São exemplos que tornam indiscutíveis os argumentos em favor da região, onde só não há espaço para aventureiros.

Bons resultados – Assistido pelo engenheiro agrônomo Douglas Chagas Nascimento, da Cocamar, o produtor Danilo Trujilo – que também é agrônomo – conta que o investimento em tecnologias é constante, tanto em produtos e práticas quanto em maquinários. “A partir da experiência do meu sogro [Paulo Della Torre] e trocando informações com os técnicos da cooperativa, estamos conseguindo resultados muito bons”, afirma, valorizando o acompanhamento técnico prestado pela cooperativa.

Produz bem – “Nós sempre trabalhamos para ter boas produtividades e estamos colhendo os frutos”, diz ele, frisando que o solo arenoso, desde que bem estruturado, corrigido com calcário e gesso, e tendo uma boa cobertura, produz como qualquer outro, inclusive o milho no inverno.

Receptividade – “Os produtores, de um modo geral, são muito receptivos às nossas recomendações”, salienta Douglas, citando como exemplo a escolha de variedades mais indicadas para o solo arenoso.

Oportunidades – “O potencial da região é muito grande”, afirma Alisson Galbiate, que também é engenheiro agrônomo da unidade de Paranacity. Ele afirma: a região oferece muitas oportunidades e os produtores estão enxergando isso, inclusive gente de outras regiões que chega com o interesse de arrendar terras.

Estrutura – “A capacidade operacional, com estrutura própria de maquinários, é essencial”, observa Alisson, fazendo referência também à necessidade de contar com operadores bem treinados: “tem espaço para todo mundo aqui, mas é preciso estar bem preparado”. E recomenda que os interessados procurem a unidade da cooperativa: “Ficamos à disposição para orientar no que for preciso”.

Boas médias – A respeito das altas produtividades ali obtidas, o agrônomo destaca que principalmente quem investe em ILPF e segue à risca as orientações técnicas, geralmente tem conseguido médias semelhantes ou até superiores às da terra roxa.

Crescimento – Saber aproveitar as oportunidades é com Fabrício Maestrello, um produtor de 42 anos formado em administração de empresas, da própria região, que começou a lidar com soja em 2015 numa área de 10 alqueires (24,2 hectares), utilizando um pequeno trator e uma plantadeira de nove linhas. De lá para cá, “sempre trabalhando com os pés no chão” e conseguindo boas médias, ele partiu para arrendar terras pela vizinhança e estruturou um robusto parque de máquinas conectadas e dotadas de tecnologias para agricultura de precisão.

Crescer – Atualmente Maestrello está à frente de 300 alqueires (726 hectares) dos quais 10% próprios, mas não pretende parar por aí. Segundo ele, a região oferece muitas oportunidades para produtores que querem crescer e trabalham com tecnologias. “Eu gosto desses desafios e me sinto seguro tendo o apoio da Cocamar”, observa o produtor, ressaltando que o solo arenoso requer cuidados e sem o apoio técnico especializado da cooperativa seria muito arriscado produzir.

Sobre o Rally

O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo.

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